Companhias aéreas brasileiras poderão cobrar por malas despachadas em 2017

Queridos leitores, é com tristeza que trago uma notícia que pode impactar a vida de muitos viajantes brasileiros. A partir de março de 2017, as companhias aéreas do Brasil poderão cobrar uma taxa extra para o despacho de bagagem. Isso mesmo, aquela mala que antes era despachada sem custo adicional, agora poderá ter um valor adicional no seu bilhete aéreo.
Mas por que isso está acontecendo? Quais serão os impactos para os viajantes? Quais companhias já adotam essa prática? E o que podemos fazer para minimizar esse custo extra? Neste post, irei responder a todas essas perguntas e trazer informações importantes sobre essa mudança na aviação brasileira.
O que está mudando?
A partir de 14 de março de 2017, as companhias aéreas do Brasil não serão mais obrigadas a oferecer o despacho de bagagem sem custo adicional. Isso significa que cada empresa poderá determinar se os passageiros terão direito a despachar uma mala gratuitamente ou então estabelecer um limite de peso por bagagem e cobrar uma taxa em caso de peso excedido.
Atualmente, as companhias aéreas são obrigadas a oferecer o despacho de bagagem sem custo adicional para voos domésticos e internacionais. Essa medida foi estabelecida pela Anac em 2016, com o objetivo de incentivar a concorrência entre as companhias aéreas e, consequentemente, reduzir o valor das passagens. Porém, após um estudo de impacto econômico, a Anac decidiu revogar essa obrigatoriedade.
Como isso afeta os passageiros?
Com a mudança na regulamentação, a vida dos passageiros poderá ser afetada de acordo com a decisão de cada companhia aérea. Algumas empresas podem optar por manter o despacho de bagagem gratuito, enquanto outras podem estabelecer um limite de peso e cobrar uma taxa em caso de excesso. Isso significa que os passageiros precisarão ficar atentos às políticas de bagagem de cada companhia antes de comprar o bilhete aéreo.
Uma das principais preocupações é com relação às companhias aéreas low cost, que já adotam esse modelo de cobrança em outros países. Essas empresas oferecem passagens aéreas mais baratas, mas cobram por serviços adicionais, como o despacho de bagagem. Com a mudança na regulamentação, é possível que esse modelo se expanda no Brasil, o que pode ser positivo para quem viaja apenas com uma mala de mão, mas negativo para aqueles que precisam despachar bagagem.
Por que a Anac decidiu mudar essa regra?
De acordo com a Anac, a medida deve ajudar a reduzir o valor das passagens aéreas. Segundo a agência, com a obrigatoriedade do despacho de bagagem gratuito, as companhias aéreas acabavam incluindo o valor desse serviço no preço final das passagens, mesmo para aqueles passageiros que não despachavam bagagem. Com a mudança, a Anac acredita que os preços poderão ser mais justos, já que os passageiros só pagarão pelos serviços que realmente utilizam.
No entanto, essa mudança pode ter um impacto maior nas companhias aéreas que oferecem voos mais baratos, já que essas empresas dependem de serviços adicionais, como o despacho de bagagem, para ter lucro. Além disso, a Anac também espera que a mudança incentive a entrada de novas companhias aéreas no mercado brasileiro, o que pode aumentar a concorrência e, consequentemente, reduzir os preços das passagens.
Quais companhias já adotam essa prática?
Algumas companhias aéreas brasileiras já adotam o modelo de cobrança por bagagem despachada. A Azul, por exemplo, oferece tarifas mais baratas para quem viaja apenas com bagagem de mão. Caso o passageiro queira despachar uma mala, é preciso pagar uma taxa extra. Já a Gol e a Latam oferecem tarifas com despacho de bagagem incluso, mas cobram uma taxa adicional caso o passageiro ultrapasse o limite de peso estabelecido.
No exterior, as companhias aéreas low cost, como a Ryanair e a Easyjet, já adotam esse modelo há anos. Por isso, é importante ficar atento às políticas de bagagem de cada companhia antes de comprar o bilhete aéreo, já que elas podem variar de uma empresa para outra.
Como minimizar os custos com bagagem?
Com a possibilidade de cobrança pelo despacho de bagagem, é importante que os passageiros se preparem para evitar custos extras. Uma dica é tentar viajar apenas com bagagem de mão, respeitando o limite estabelecido por cada companhia aérea. Se não for possível, é importante ficar atento ao peso da mala e evitar excessos, já que o valor da taxa pode ser bastante alto.
Outra opção é optar por companhias aéreas que oferecem tarifas com despacho de bagagem incluso, mesmo que isso signifique pagar um valor um pouco maior pela passagem. Além disso, é importante ficar atento às promoções e descontos oferecidos pelas companhias aéreas, que podem ajudar a minimizar os custos com bagagem.
Curiosidades sobre o despacho de bagagem
- Antes da obrigatoriedade do despacho de bagagem gratuito, as companhias aéreas brasileiras já cobravam pela mala despachada. O valor médio da taxa era de R$30 para voos domésticos e R$150 para voos internacionais.
- De acordo com a Anac, a medida de desregulamentar o despacho de bagagem é uma tendência mundial, já que países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia já adotam esse modelo.
- A mudança na regulamentação também prevê que as companhias aéreas terão que devolver o valor da passagem em caso de cancelamento do voo ou alteração de horário que inviabilize a viagem do passageiro. Antes, o reembolso era apenas de 95% do valor.
- Em 2015, a Azul foi a primeira companhia aérea brasileira a oferecer tarifas mais baratas para quem viaja apenas com bagagem de mão. A empresa afirmou que, com a medida, foi possível reduzir o preço das passagens em até 30%.
Perguntas e respostas
1. Quando as companhias aéreas poderão começar a cobrar pelo despacho de bagagem?
A partir de 14 de março de 2017.
2. Todas as companhias aéreas serão obrigadas a cobrar pela bagagem despachada?
Não. A mudança na regulamentação permite que cada empresa decida se irá cobrar pela bagagem despachada ou oferecerá o serviço sem custo adicional.
3. Como ficam as bagagens de mão?
O limite máximo de peso das bagagens de mão passará de 5kg para 10kg. Além disso, as companhias aéreas não poderão cobrar pelo despacho de bagagem de mão.
4. As companhias aéreas poderão cobrar taxas extras por bagagens de mão acima do limite de peso?
Não. O limite de peso de 10kg para bagagens de mão é o máximo permitido e não poderá ser cobrado nenhum valor extra caso a mala exceda esse peso.
5. A mudança na regulamentação afeta apenas as companhias aéreas brasileiras?
Sim. As empresas estrangeiras que operam voos no Brasil não serão afetadas pela mudança na regulamentação.
6. As companhias aéreas podem cobrar pela bagagem despachada em voos internacionais?
Sim. A mudança na regulamentação afeta apenas voos domésticos.
7. As companhias aéreas podem determinar um limite de peso para as bagagens despachadas?
Sim. Cada companhia aérea poderá estabelecer um limite de peso para as bagagens despachadas e cobrar uma taxa em caso de excesso.
8. Quais companhias aéreas já adotam o modelo de cobrança por bagagem despachada?
A Azul, a Gol e a Latam já oferecem tarifas com despacho de bagagem incluso, mas cobram uma taxa adicional caso o passageiro ultrapasse o limite de peso estabelecido.
9. A mudança na regulamentação afeta apenas o despacho de bagagem ou outras regras também foram alteradas?
Além do despacho de bagagem, a Anac também alterou as regras para o cancelamento de voos e a devolução do valor da passagem em caso de alteração de horário que inviabilize a viagem do passageiro.
10. Como minimizar os custos com bagagem?
Uma opção é tentar viajar apenas com bagagem de mão, respeitando o limite estabelecido por cada companhia aérea. Se não for possível, é importante ficar atento ao peso da mala e evitar excessos. Além disso, é possível optar por companhias aéreas que oferecem tarifas com despacho de bagagem incluso e ficar atento às promoções e descontos oferecidos pelas empresas.
Itens essenciais para viajar apenas com bagagem de mão
- Necessaire com itens de higiene pessoal em tamanho miniatura;
- Roupas versáteis e que possam ser combinadas entre si;
- Sapatos confortáveis e que ocupem pouco espaço na mala;
- Adaptador universal de tomadas;
- Câmera fotográfica compacta ou celular com câmera de boa qualidade;
- Carregador portátil para celular;
- Livro ou e-reader para entretenimento durante o voo;
- Documentos e dinheiro em uma bolsa ou pochete para facilitar o acesso durante o voo.
Com essa mudança na regulamentação, é importante que os viajantes se preparem para evitar custos extras com o despacho de bagagem. É possível que o modelo de cobrança por bagagem despachada se expanda no Brasil, mas cabe a cada passageiro ficar atento às políticas de bagagem de cada companhia antes de comprar o bilhete aéreo. Viajar apenas com bagagem de
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